Lilypie Segundo Ticker

terça-feira, 12 de junho de 2007

Mais Um Desafio...

...Desta vez, proposto pela mamã Gaby, e ao qual já vou um bocadinho atrasada para responder. Por isso, cá vai!

Eu quero... ser feliz, acima de tudo
Eu tenho saudades... de estar grávida
Eu acho... que o mundo é cruel
Eu odeio... gente mesquinha
Eu sinto... falta de ter amigos por perto
Eu escuto... sempre com atenção
Eu cheiro... a “Pomme d'Appi”
Eu imploro... para que me deixem em paz
Eu procuro... a verdadeira felicidade
Eu arrependo-me... de, por vezes, não dizer tudo
Eu amo... a minha filha mais do que tudo
Eu sinto dor... quando me desiludem
Eu sinto falta... de alguma compreenção
Eu sempre... desconfio de algumas coisas
Eu não fico à espera... que os milagres aconteçam (tenho que os fazer acontecer)
Eu importo-me... com aqueles de quem eu gosto
Eu pergunto-me... para onde vai o meu ordenado?
Eu tenho esperança... que me saia o euromilhões
Eu acredito... no destino
Eu danço... quando tenho vontade
Eu canto... todas as musicas que sei
Eu choro... quando tenho emoções fortes
Eu falho... porque fico exausta de lutar para vencer
Eu luto... pela minha felicidade
Eu escrevo... para me libertar
Eu ganho... o carinho da minha filha
Eu perco... a paciência muitas vezes
Eu confundo-me... com enigmas e mexericos
Eu estou... a dever horas à cama
Eu fico... passada com algumas coisas que me fazem
Eu preciso... de poupar dinheiro
Eu deveria... ser rica
Eu nunca... digo nunca!

Agora passo este desafio a todos aqueles que tiverem vontade de o fazer!
Beijinhos!

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Bolo de Chocolate II

Há umas semanas postei este bolo de chocolate, mas só consegui tirar-lhe uma foto, ainda ele estava cru. Por isso aqui ficam as fotos do bolo depois de ir ao forno; da cobertura de chocolate; e do resultado final!

Também costumo cobrir o bolo com natas batidas, mas com a cobertura de chocolate corta o doce do bolo e fica óptimo!


sexta-feira, 1 de junho de 2007

Feliz Dia da Criança

E porque hoje é dia da Criança, aqui fica um excerto de um poema de Fernando Pessoa, com o eterónimo de Alberto Caeiro. É grande, mas vale a pena ler até ao fim!
"Num meio dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia
Vi Jesus Cristo descer à terra,
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu,
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras,
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem

E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.

Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três,
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz

E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz no braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras nos burros,
Rouba as frutas dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas,
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus,
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia,
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.

Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que as criou, do que duvido" -
"Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
mas os seres não cantam nada,
se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres".
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa
...........................................................................
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direção do meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos a dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade

Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales,
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos,
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono
..................................................................................
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu no colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é
.....................................................................................
Esta é a história do meu Menino Jesus,
Por que razão que se perceba
Não há de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?"
Alberto Caeiro
"O Guardador de Rebanhos - VIII"

segunda-feira, 28 de maio de 2007

O Cartão da Amizade


A mamã Nadine mandou-me este cartão, que diz simbolizar a amizade entre as meninas blogueiras e deverá ser enviado a mais três blogueiras/os.
Assim, mando este cartão:
à Carina, mamã da Bárbara;
à Gaby, mamã do Gui;
à Carla, mamã da Mi e do Joni!

Beijinhos!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

É Verdade! A Sério!

Para aqueles que não acreditaram que a Senhora no slide do post anterior é mesmo a minha avó, aqui fica uma foto da minha mãe! Da esquerda para a direita: A minha Mãe (Sónia); Eu (Ainda em versão 2em1); A minha Avó (Isaura); A minha Tia (Edna)

Já agora, digam lá se pela minha "linda carinha" não se nota que tinha acabado de ir fazer o toque? Foram as minhas ultimas fotos de grávida, 4 dias antes da Diana nascer!

sexta-feira, 18 de maio de 2007

A Bisavó Babada

Não havia babete que absorvesse tanta baba! A minha avó resolveu passar lá por casa e foi uma festa! A Diana até teve direito a um pano da loiça na cabeça e tudo! De resto foi alegria, risota e baba... litros de baba!

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Novidades Fresquinhas!

Visto que há uns bons dias que já cá não vinha escrever nada, tenho algumas novidades para contar! No fim de semana passado tivemos o casamento de uns primos. Uma festa linda! A noiva (Ana) estava espetacular e o noivo (Nuno) - que é uma daquelas pessoas que adora tirar fotografias - estava com ar de quem ia para a forca, so de ver máquinas fotográficas em frente dele! Mas digam lá que não fazem um lindo par? Agora ficamos à espera dos rebentos! Quem também estava linda era, claro, a minha menina, ou não fosse eu uma mãe babada! Quando as fotos vierem, venho cá pôr.

Hoje também é dia de festa: o meu sobrinho Francisco completa um ano de vida! Parece que eu e a minha cunhada combinámos: a Diana e o Francisco têm exactamente 1mês e 15dias de diferênça! Teve um parto bastante sofrido, mas, como devem compreender, não vou colocar a "história" aqui no blog, pois não sei se ela gostaria de vê-la na internet. Se entretanto deixar, conto como foi!
Um grande beijinho para os noivos e para o meu sobrinho lindo!

Salmão à Pressa


Pois é... Já há uns dias que não escrevia nada. Por falta de tempo e também de paciência, desleixei-me um bocadinho com o blog. Mas deixo-vos aqui esta receitinha, inventada ontem à pressão, depois de tempos e tempos a olhar para o congelador/frigorífico/dispensa sem nenhuma ideia de jeito para o jantar.

Ingredientes:
  • 2 Postas de salmão (bem vermelhinhas e gordas)
  • 1 Cebola grande
  • 2 Dentes de Alho
  • Batatinhas brancas pequenas (para assar no forno)
  • Sal, pimenta moida e colorau q.b.
  • 2 Colheres de sopa de azeite
  • 200ml de Vinho Branco
  • Margarina q.b.

Preparação:

Tempera-se o salmão com o sal, a pimenta e o colorau. Cortam-se a cebola e o alho às rodelas edeita-se no fundo de um tabuleiro de ir ao forno. Colocam-se as postas de salmão na cama de cebola, dispõe-se as batatas em volta e rega-se com o vinho branco e com o azeite. Espalham-se nozinhas de margarina em cima do salmão e das batatas e vai ao forno a 140º (4) durante cerca de 40min. De vez em quando, rega-se o salmão com o molho, para não ficar muito seco. Pode também servir-se com arroz branco.

Bom Apetite!

A fome era tanta lá em casa que nem tive tempo para tirar fotos! Da próxima vez que fizer, tiro e venho cá pôr.


sexta-feira, 4 de maio de 2007

Ser MÃE...

Vi este peqeno texto no blog da mamã Nadine e resolvi guardá-lo para o Dia da Mãe. Acho que diz tudo, sobre o que é, afinal, ser Mãe.
"Antes de ser mãe, eu fazia e comia os alimentos ainda quentes. Eu não tinha roupas manchadas, tinha calmas conversas ao telefone. Antes de ser mãe, eu dormia o quanto queria, Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama. Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes. Antes de ser mãe, eu limpava a casa o dia todo. Eu não tropeçava em brinquedos e nem pensava em canções de nanar.
Antes de ser mãe, eu não me preocupava se as minhas plantas eram venenosas ou não. Imunizações e vacinas então, eram coisas em que eu nem pensava. Antes de ser mãe, ninguém vomitou nem fez xixi em mim, nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.
Antes de ser mãe, eu tinha controlo sobre a minha mente, sobre os meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos, e dormia a noite toda. Antes de ser mãe, eu nunca tive que segurar numa criança a chorar, para que médicos pudessem fazer testes ou dar injecções. Eu nunca chorei ao olhar pequeninos olhos que choravam. Nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha. Nem fiquei sentada horas e horas a olhar para um bebé a dormir.
Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança, só por não querer afastar o meu corpo do dela. Eu nunca senti o meu coração a despedaçar, quando não pude estancar uma dor. Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina, pudesse mudar tanto a minha vida e que pudesse amar alguém tanto assim.
E não sabia que eu adoraria ser mãe. Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação de ter o meu coração fora do meu próprio corpo. Não conhecia a felicidade de alimentar um bebé faminto. Não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança. E não imaginava que algo tão pequenino, pudesse fazer-me sentir tão importante. Antes de ser mãe, eu nunca me levantei à noite , cada 10 minutos, para me certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe. Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes. Por tudo e apesar de tudo, obrigada meu Deus, por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo. Obrigada meu Deus, por me permitires ser MÃE!"

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Portugal no Seu Melhor!

Isto foi o que algum inteligente se lembrou de AFIXAR num dos elevadores do meu prédio, logo depois de dar na SIC o "Campeonato Nacional da Língua Portuguesa"... Será que este computador não tem correcção automática? Ou será que... bom, não interessa... Sem comentários...